A rede de Academias de Propriedade Intelectual criada pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi) terá como meta transformar os escritórios de propriedade intelectual, como o INPI, em efetivos suportes à inovação tecnológica e instrumentos de competitividade. O anúncio da iniciativa foi feito durante o primeiro Simpósio Internacional das Academias de Propriedade Intelectual realizado nos dias 21, 22 e 23 de março, no Hotel Sofitel, na orla de Copacabana (Rio de Janeiro).
O encontro reuniu dirigentes de academias de Propriedade Intelectual do mundo todo e representantes de universidades e instituições de ensino para trocar experiências e discutir perspectivas em relação ao papel da propriedade intelectual sob uma ótica multidisciplinar - não apenas jurídica, mas também econômica, administrativa e, principalmente, educacional.
O presidente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial, Jorge Ávila, afirmou que o encontro é relevante na medida em que colhe subsídios das experiências de países com diferentes características e graus de desenvolvimento para o lançamento de projetos educacionais que interessam a todos.
Segundo, o Diretor Executivo do Escritório de Planejamento Estratégico e Des3envolvimento de Políticas e da Academia Mundial da OMPI, Yoshiyuki Takagi, a propriedade intelectual pode ser considerada como ferramenta eficaz para a criação de riquezas e para o desenvolvimento de uma nação. De acordo com Takagi, esta estratégia adotada por países emergentes, como Brasil, deve ser seguida também por países em desenvolvimento.
Manoel Desantes, vice-presidente do Escritório Europeu de Patentes (EPO) destacou, por sua vez, a transformação mundial em relação ao poder da informação. "Antigamente meus pais diziam que quem possuía a informação tinha o poder. Nesta nova sociedade, compartilhar a informação é o poder. As academias estão aí para possibilitar aos outros o desenvolvimento de grandes empreendimentos e o acesso igualitário à inovação".
Os palestrantes destacaram também a importância da união entre empresas e as pesquisas científicas realizadas pelas universidades. Segundo a professora Marli Elisabeth Ritter dos Santos, Coordenadora do Escritório de Transferências de Tecnologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), as leis de propriedade industrial, em vigor desde 1997, possibilitaram às universidades perceber a importância não só comercial mas estratégica da proteção das novas tecnologias.
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